domingo, 18 de novembro de 2018

Prisão domiciliária para estudante detido por espancar jovem quase até à morte





O estudante de 17 anos do Porto detido por espancar um jovem de 15 anos que está em "sério perigo de vida" vai ficar em prisão domiciliária.
Fonte da Polícia Judiciária (PJ) afirmou à Lusa que o estudante detido na terça-feira foi ouvido esta quinta-feira no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) no Porto e a medida de coação que lhe foi aplicada foi "prisão domiciliária".
O suspeito tem "antecedentes criminais", designadamente relacionados com furtos e ofensas à integridade física, tendo estado em 2016 numa instituição de acolhimento, acrescentou fonte da PJ.
Em comunicado de imprensa divulgado hoje, a PJ anunciou que os factos ocorreram na terça-feira, na cidade do Porto, na "sequência de um desentendimento motivado por questões fúteis" entre o agora detido e a vítima, que estava acompanhada.
"Na ocasião, e pensando erradamente que os ofendidos o estavam a filmar, o arguido terá insultado e agredido as vítimas com murros e pontapés" e, na sequência, um dos ofendidos, um jovem de 15 anos, "sofreu grave traumatismo crânio encefálico", lê-se no mesmo comunicado de imprensa.
A PJ refere ainda que o jovem detido e a vítima, que está em "estado de coma" e em "sério perigo de vida", não se conheciam.
                        Fonte: JN Direto.

Portugal empata com Itália e segue em frente na Liga das Nações





Portugal empatou (0-0), este sábado, frente à Itália em jogo a contar para a Liga das Nações. A equipa das quinas está na "final four".
Com poucas alterações em relação ao último onze em jogos oficiais, frente à Polónia - José Fonte entrou para o lugar de Pepe e Rafa foi substituído por Bruma - Portugal precisava apenas de um empate para garantir uma presença na "final four" da Liga das Nações.
Numa primeira parte com domínio italiano, a melhor oportunidade portuguesa pertenceu a Bruma que, aos 11 minutos e após receber um passe longo, rematou contra Chiellini. Perto do intervalo, Rui Patrício, que esteve em bom plano no encontro, evitou o golo de Immobile, que recuperara a bola depois de mais um momento de grande pressão na área.
Na segunda metade, a equipa de Fernando Santos entrou melhor e foi crescendo no jogo. Aos 75 minutos, após uma grande abertura de Rúben Neves a lançar Cancelo na direita, o lateral não se deixou intimidar pela marcação e colocou a bola em João Mário que, na área, tentou a sorte mas acabou por rematar por cima.
Nos instantes finais, a equipa da casa "sufocou" Portugal mas valeu Rui Patrício, que conseguiu manter o empate ao defende o remate de Pellegrini.
Com este resultado, a equipa das quinas passou a somar sete pontos, contra cinco dos transalpinos, já com os quatro jogos cumpridos, e um da Polónia, que Portugal recebe na terça-feira, em Guimarães, num embate para cumprir calendário.
A final four realiza-se entre 5 e 9 de junho de 2019, no Porto e em Guimarães. Portugal conhece o adversário no sorteio que se realiza a 3 de dezembro, em Dublin.
Os candidatos a juntarem-se a Portugal, que nunca tinha somado pontos em Itália num jogo oficial, são França, Holanda, Bélgica, Suíça, Espanha, Inglaterra e Croácia.
                         Fonte: JN Direto.

A frieza dos argumentos da portuguesa que manteve filha na mala do carro





Portuguesa condenada por ter mantido a filha escondida na mala do carro nos seus dois primeiros anos de vida.
Cinco anos de prisão, três suspensos, acompanhamento sócio-jurídico por cinco anos, obrigatoriedade de tratamento e perda total do poder paternal. Rosa Maria da Cruz, a portuguesa de 50 anos originária da Póvoa de Lanhoso que manteve a filha entre uma arrecadação e a mala de um Peugeot nos seus primeiros 23 meses de vida, ouviu prostrada a sentença do Tribunal de Tulle, no centro de França. Antes, pedira perdão à filha. Logo a seguir, foi encaminhada para a cadeia.
Em casa, Rosa Maria da Cruz tem três outros filhos entre os 9 e os 15 anos e o companheiro, que, garantem-nos na aldeia de ambos, Fontarcarda, conheceu-a já ela era mãe.
Nada ficou explicado sobre o futuro das crianças, apesar de se saber muito do seu passado. Um passado que se inscreve nos passos do da irmã mais nova, que nunca conheceram, nunca viram, Serena - Rosa chamou-a assim, disse inicialmente, por ela não chorar; mais tarde, desdisse-se, sobre isso e muitas outras coisas: inventou o nome à pressa quando um dos bombeiros chamados quando a menina foi descoberta por um mecânico lha mostrou para que se despedisse dela.
Dissimulação
A frieza dos argumentos e da alteração de versões é uma das marcas do julgamento que manteve a França em suspenso.
Rosa alegou "negação de gravidez". E aí entra o passado de dois dos filhos. O segundo nasceu surpreendendo todos num almoço de família durante umas férias na Póvoa de Lanhoso. O terceiro viu a luz sem se anunciar, nas escadas de casa, em 2009. Domingos, o companheiro, só soube da sua existência, alegadamente, dias antes. De Serena nunca terá desconfiado, nem quando nasceu, em 2011, nem nos dois anos que a criança viveu em casa. Não conduzia, mal entrava no carro, nunca ia à arrecadação e o cheiro nauseabundo da viatura foi atribuído aos tapetes.
Foi o que Domingos disse ao tribunal, em português. Não fala francês, ao contrário de Rosa, que é lembrada em Fontarcada por não falar português e, por isso mesmo, não conviver com a aldeia.
Serena nasceu, Rosa cortou o cordão, pousou-a e foi tratar dos afazeres de mãe de três filhos. Não via nela uma filha e referiu-se-lhe como "uma coisa". Alega, também, que só a percebeu como ser quando Serena sorriu, aos 18 meses. Cinco meses depois, foi descoberta. Rosa diz que quis que fosse.
O tribunal preferiu reter a versão da "dissimulação", por ser preciso muita organização para esconder um ser vivo durante dois anos.
O Ministério Público pedia uma condenação maior - oito anos - para que Rosa compreendesse que "Serena não é um não evento". Existe, sobreviveu à sobrevivência infligida pela mãe, que admite ter-se esquecido de a alimentar, teve dias. E que se limitava a deixar o biberão seguro na almofada. E que não a lavou.
Serena existe com "síndroma autista irreversível" e "défice funcional de 80%". Não interage. Não fala. Só ingere sólidos há um ano. Mas, testemunharam os juízes, parece feliz na sua família de acolhimento. Rosa foi condenada. Faltou apenas um porquê.
                         Fonte: JN Direto.

Cão ataca dono que ia bater na mulher




O cão de um casal terá atacado o dono para evitar que a dona sofresse maus-tratos. O caso aconteceu na cidade espanhola de Tarragona.
De acordo com o espanhol "La Vanguardia", que cita a Guardia Urbana de Tarragona, o animal mordeu o homem no nariz e no antebraço direito. Segundo a versão da mulher, que alegou ser vítima de violência física e psicológica por parte do companheiro há cerca de um ano, o cão atacou o dono para impedi-lo de violentar a mulher, depois de uma discussão entre ambos.
Apercebendo-se da situação, os vizinhos ligaram para as autoridades, que acorreram ao local. A mulher, que apresentava lesões no rosto quando as forças de segurança chegaram ao local, foi acompanhada pela Polícia ao hospital, onde recebeu assistência.
O homem, de 25 anos, que ficou com ferimentos causados pelas mordidas do cão, foi detido como suposto autor de um crime de maus-tratos e também foi assistido no hospital.
                                  Fonte: JN.

Mais de 400 feridos nos protestos dos "coletes amarelos"




Mais de 400 pessoas ficaram feridas, 14 em estado grave, nos bloqueios organizados no sábado em França pelos "coletes amarelos" contra o aumento dos impostos dos combustíveis e a diminuição do poder de compra.
Os "coletes amarelos", numa referência aos coletes amarelos que todos os automobilistas devem ter nos automóveis para se tornarem visíveis, iniciaram os protestos no sábado de manhã.
Este novo balanço tem em conta uma noite "agitada em determinados locais" de bloqueios rodoviários, precisou o ministro do Interior francês, Christophe Castaner.
O incidente mais grave do protesto foi a morte, no sábado, de uma manifestante atropelada nos Alpes franceses.
Cerca de 3500 pessoas mantiveram-se mobilizadas durante a noite em "87 locais diferentes".
O número de participantes foi revisto em alta para um total de 287710 pessoas em 2034 locais, segundo Castaner.
As forças da ordem interpelaram 282 pessoas, incluindo 73 durante a noite, das quais 157 foram detidas.
Segundo Castaner, registaram-se 409 feridos, dos quais 14 em estado grave.
"Vinte e oito polícias, agentes da guarda, 'motards' e bombeiros ficaram feridos, alguns em estado greve", disse, adiantando que a noite passada "foi agitada", com agressões e navalhadas e muito álcool em determinados locais, provocando "comportamentos idiotas que podem resultar em violência", disse o ministro.VER MAIS
Os "coletes amarelos" são um movimento cívico à margem de partidos e sindicatos criado espontaneamente nas redes sociais e alimentado pelo descontentamento da classe média-baixa.
O movimento, que alargou os protestos contra a carga fiscal em geral, é um novo obstáculo para o Executivo de Emmanuel Macron, que decidiu aumentar os impostos dos combustíveis para promover a transição energética.
O Governo decretou um aumento dos impostos dos combustíveis de 7,6 cêntimos por litro para o 'diesel' e de 3,9 cêntimos para a gasolina e, a partir de janeiro, serão aplicadas taxas adicionais a estes produtos de 6 e de 3 cêntimos, respetivamente.
Os "coletes amarelos" têm o apoio de 74% da população francesa, segundo uma sondagem publicada na passada sexta-feira.
                   Fonte: JN.

GNR apreende armas a sexagenário que ameaçou familiares




A GNR apreendeu armas a um sexagenário que ameaçou familiares, em Amares.
O Comando Territorial de Braga da GNR, através do seu Posto Territorial de Amares, apreendeu na sexta-feira várias armas no âmbito da investigação a um homem de 60 anos que é suspeito de ameaçar familiares, com recurso a arma de fogo.
Os militares deram cumprimento a um mandado de busca domiciliária, em Amares, do qual resultou a apreensão de uma arma de fogo de calibre 12, três armas transformadas, uma arma de alarme, 175 munições de diversos calibres e um bastão artesanal, segundo revelou ao JN o comandante de Destacamento Territorial da GNR da Povoa de Lanhoso, capitão Orlando Mendes.
O suspeito foi constituído arguido e foi-lhe aplicada pelo Tribunal de Amares a medida de coação mínima e obrigatória do termo de identidade e residência
                                        Fonte: JN.

Detenção de Bruno de Carvalho incendeia PGR e polícias


Bruno de Carvalho acena aos apoiantes
errapagem de prazos, precipitação na investigação, violações de segredo de justiça, provas frágeis e rutura na cooperação policial - a detenção de Bruno de Carvalho e de Nuno Mendes, conhecido como Mustafá, está a incendiar setores da Justiça e das polícias por falhas gritantes de procedimentos.
Bruno de Carvalho foi libertado esta quinta-feira porque o tribunal entendeu que não havia provas "fortes" de ter cometido os 56 crimes relacionados com as agressões aos jogadores do Sporting na Academia de Alcochete, pelos quais tinha sido indiciado pelo Ministério Público.
O mesmo em relação a Mustafá, suspeito dos mesmos crimes mais o de tráfico de estupefacientes. Apenas em relação a este crime o juiz de instrução criminal do Barreiro verificou "indícios fortes" da sua prática. Nada sobre a responsabilidade que o MP lhe imputava em relação aos incidentes de 15 de maio. O DN sabe, no entanto, que mesmo a suspeita do crime de tráfico de droga pode ser questionada pela defesa de Mustafá.
Fontes que acompanham o processo garantiram ao DN que a droga não foi encontrada com Nuno Mendes. Este foi detido junto ao Estádio, levado à "casinha" - como é conhecida a sede da Juve Leo - onde tinha sido apreendida a droga, alguma encontrada no chão, para que Mustafá ficasse ligado diretamente ao produto estupefaciente. Fonte policial diz mesmo ao DN que a associação da droga a Mustafá serviria mais tarde para pressionar o líder da Juve Leo a testemunhar contra Bruno de Carvalho. Segundo a acusação, entretanto divulgada, a cocaína apreendida estava guardada num frasco de arroz, numa sala a que só Nuno Mendes e a mulher (também constituída arguida) teriam acesso. No chão estaria o haxixe "lançado ao solo por vários indivíduos não indentificados".
Mas esta é só uma das dúvidas que começam a ser levantadas em relação à operação, liderada pela procuradora Cândida Vilar, do DIAP de Lisboa e executada pele Grupo de Intervenção e Operações Especiais (GIOE) da GNR.

Atropelo à PSP

Outra é o atropelo à PSP que se verificou. Esta é a força de segurança especializada em criminalidade ligada ao futebol e às claques - foi a PSP, aliás, que identificou a maioria dos detidos de Alcochete - e que faz a segurança dos jogos de futebol.
"Só fomos avisados em cima da hora que a GNR ia fazer buscas à "casinha" e deter o líder da Juve Leo. Ficámos alarmados. Além da questão de se tratar de uma operação na nossa área de competência, era um dia de jogo e a situação poderia causar sérios problemas de ordem pública", conta uma fonte desta força de segurança. "A cooperação policial sofreu um rude golpe", assinala.
Os protestos fizeram-se sentir ao mais alto nível. Chegaram também ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP), dirigido por Fernanda Pêgo, e à própria Procuradoria-Geral da República, cuja nova titular, Lucília Gago, não gosta de mediatismos e vê com desagrado serem publicados muitos detalhes da investigação, violando o segredo de justiça.
As magistradas têm acompanhado com preocupação este processo e terão manifestado o seu desagrado a Cândida Vilar, por falhas que têm sido cometidas. Uma delas, conforme o DN já noticiou, foi a derrapagem no prazo para pedir o prolongamento da investigação por mais seis meses.
Isto teria sido possível, tendo em conta os crimes que estão em causa, principalmente o de terrorismo, mas a procuradora titular do processo atrasou-se no requerimento ao juiz - só solicitado no passado dia oito -, não tendo conseguido essa pretensão, por causa dos prazos que os advogados teriam para se pronunciar.

Inquérito sobre violação do segredo de justiça?

O DN questionou a PGR sobre se iria abrir algum inquérito sobre violação de segredo de justiça ou se iria proceder disciplinarmente em relação a Cândida Vilar, mas não obteve resposta até esta hora.
Terá sido esta complicação de última hora que precipitou a detenção de Bruno de Carvalho e de Mustafá, baseadas fundamentalmente, da denúncia de três arrependidos - segundo contou a revista Sábado. Sobre os outros crimes, como assinalou o juiz de Instrução Criminal do Barreiro, não havia provas fortes. Este magistrado apoiou sempre o MP nos pedidos de prisão preventiva, mas desta vez recusou.
Bruno de Carvalho e Mustafá ficaram sujeitos a apresentações diárias na esquadra da sua residência e a pagar uma caução de 70 mil euros. Estão indiciados por 20 crimes de ameaça agravada, 12 crimes de ofensa à integridade física qualificada, 20 crimes de sequestro, dois crimes de dano com violência, dois crimes de detenção de arma proibida agravado e um crime de terrorismo. Mustafá é também suspeito de tráfico de estupefacientes.
(Notícia atualizada às 16:40 de 16/11/2018 com informações da acusação deduzida pelo MP).
                         Diario de Noticias.